Procurando a sonoridade

Procurando a sonoridade

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Tempos de Frattura Exposta

Tempos de frattura exposta

Éramos Titãs, Engenheiros legionários,
Barões sem Capital, Irados, Ultrajados,
Pela lama sem sucesso, Inimigos uns dos outros,
Em delírios de rebeldia adolescente,
Banhados pelo Nilo Bradando palavras de ordem,
A Fratura Exposta se fazia sentir,
Longe do começo do fim, longe das duas ultimas frases,
Iluminado pela luz da Onde estou, não há nada,
Nem restos de sua mente que ainda será reciclada,
O falso profeta nunca sentiu uma faca para cada corte,
Chegamos ao Nirvana com Armas e Rosas,
Calamos quando tudo era igual.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Fratturando Liderança, Estratégia e Plano, Clientes, Sociedade, Informação e Conhecimento, Pessoas, Processos e Recursos.


Liderança, Estratégia e Plano, Clientes, Sociedade, Informação e Conhecimento, Pessoas, Processos e Recursos são fatores intimamente ligados que podem acarretar no sucesso ou fracasso de um empreendimento e que devem ser considerados ao desenvolvê-lo.
 O caminho do guerreiro, a filosofia oriental chamada Bushido, é amplamente compartilhada pelos empreendedores modernos, assim como a Arte da Guerra, outro livro oriundo do Japão o qual é muito empregado para resolver questões administrativas.
Na sociedade moderna, as corporações cresceram de maneira tão significativa, que assumiram a personificação popular, cometendo injustiças, crimes ambientais, e muitos outros atos que normalmente seriam atribuídos a uma pessoa. O grande erro que se comete é abstrair que mesmo as poderosas corporações são formadas por Pessoas.
Colocando este preceito inicial, podemos identificar uma falha recorrente nos empreendimentos brasileiros, as pessoas. Não por serem brasileiros, mas por serem escolhidos por brasileiros. É um fato antropológico, já indicado em estudo pelo Professor Gilberto Gnoato, que a população brasileira tem preferência pelos amigos, amantes e parentes, o que interfere em muito no bom andamento de qualquer empreendimento.
Uma gestão administrativa coerente colocaria a pessoa com o perfil adequado na função correspondente, o que não acontece neste país por haver esta ‘obrigação’ cultural de se empregar “amigos, amantes e parentes”, o que pode ser facilmente ilustrado pelos cargos exercidos na administração pública.
Uma pessoa de destaque, seja na Arte da Guerra, no Caminho do Guerreiro, Corporação ou Administração Pública, é o Líder. A pessoa que decide e direciona o caminho a ser seguido pelos demais (interessante lembrar que esta figura não é chefe nem patrão, sendo que às vezes, muito raramente mesmo, estes postos hierárquicos podem apresentar liderança). Quando o Líder conhece a capacidade das Pessoas que trabalham em sua empresa, a possibilidade de se traçar uma Estratégia de sucesso é muito maior.
Usando um pouco de etimologia e semiótica para analisar ‘estratégia’, sem citar o popular jargão criado no cinema brasileiro, trata-se de um conjunto de ações empregadas para se atingir um objetivo. O Plano, ainda nas especialidades de Humberto Eco, é deixar esta estratégia clara ao grupo, corporação, empresa, clubinho, ou o que for.
Voltamos nossa atenção agora a outro grupo de Pessoas, os Clientes. Quando se direciona uma estratégia lembrando-se do grupo de pessoas que constituem os clientes também é muito mais provável sua eficácia.
Informação e conhecimento são empregados por pessoas através de processos para se atingir um resultado, contudo, a análise destes processos e o devido emprego de recursos humanos ou financeiros, devem ser pesados em relação ao “objetivo” que, apesar de ser diferente em cada caso, é de relevância em todos eles.
Desta maneira, podemos concluir que muitas vezes os elementos apresentados neste argumento não combinam apenas por negligência de um ou mais destes que haveriam de ser mensurado com igualdade para o sucesso do seu empreendimento.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Fratturando a Galáxia Internet ou Negócios Eletrônicos e a Nova Economia


Segundo Fátima Bessa, um dos aspectos mais influentes da internet na vida

das pessoas está relacionado com o mundo dos negócios e com a forma como interfere

nos processos de gestão empresarial, na criação de novos conceitos de economia, na

nova visão do trabalho e no incremento da produtividade e competitividade à luz da

inovação.

Em análise ao livro “A Galáxia Internet” de Manuel Castells, Bessa aponta

exemplos que sustentam uma visão realista e politicamente descomprometida. Podemos

salientar, que esse descomprometimento político foi o que proporcionou o levante

da internet como a grande e essencialmente mais popular e includente forma de

comunicação da atualidade.

Na questão dos então chamados ‘web negócios’, a autora destaca que os

negócios eletrônicos abrangem todo tipo de operações econômicas, sejam, comerciais,

financeiras e relacionais que se desenrolam através dos recursos da internet. Na

definição de Castells, empresa-rede é uma “organização flexível da atividade econômica

constituída em torno de projetos empresariais específicos levados a cabo por redes

de composição e origem diversa” (p 90), que faz a economia proceder dentro de

parâmetros de cooperação entre vários setores empresariais e entre diversas empresas.

Em analise as questões do capital e a sua relação com a internet, Fátima

demonstra como o setor tecnológico atraiu muito capital e desprendeu assim a nova

economia. A interdependência entre o desenvolvimento tecnológico, investimento

e geração de recursos produziram novas práticas de mercado as quais movimentam

financeiramente esta economia a ponto de mesclar os conceitos de empresa e rede,

prevalecendo como estímulo o caráter volúvel e flexível que a informação eletrônica

introduz, em tempo real, nas oscilações financeiras, trazendo os comportamentos do

mercado liderados por uma ‘paranóia global’ que constantemente desafia as fatores

econômicos.

Afastando-se do marxismo o trabalho como patrimônio de maior importância

para o desenvolvimento econômico no contexto de ‘e-comerce’ orientado por processos

tecnológicos e baseado na comunicação de rede, o que traz novas exigências ao nível

de qualidade. Em diálogo com a obra de Castells, citamos o trabalho ‘autoprogramável’

para explicar de que maneira a nova economia gerou um novo conceito de trabalho,

que, por sua vez, depende de uma educação diferente, mas vejamos, se a economia e

recursos tecnológicos estão em constante desenvolvimento, o trabalho e a educação para

tal também devem estar inseridos nesta dinâmica.

Castells e Bessa convergem à defesa de uma educação ao longo da vida, pelo

fato das mudanças constantes e da incessante necessidade de atualização nos campos da

tecnologia, economia, trabalho e educação.

Destaca-se também, a mudança do espírito empresarial, o qual tem criado

novas formas de segurar o capital de trabalho através de processos engenhosos e muito

rentáveis para as empresas. Os trabalhadores qualificados são ‘aliciados’ a receberem,

não só os seus salários em valor pecuniário, como também a receberem opções de

ações, vinculando-se às empresas que os empregam, assumindo um compromisso maior

com o projeto empresarial, originando um novo tipo de trabalhador com aspirações a

tornar-se patrão no limiar de um ponto de independência econômica que possibilite

mudar o seu capital intelectual para a criação do seu próprio negócio, segundo

Castells “uma das surpresas históricas da e-economia’. (p. 119)

Desta maneira, podemos concluir que o surgimento da economia eletrônica

não teve em seu desenrolar os fatores negativos vinculados ao surgimento de uma

nova economia, que são a inflação e o desemprego, mas sim o surgimento de uma

concorrência mais aberta e franca, desde que devidamente compartilhado, nas palavras

de Castells: “embora a produtividade e a competitividade sejam fatores que estão

na base do alto crescimento econômico sem inflação, e a inovação seja o motor da

economia, o financiamento é a base de tudo.” (p 133).

Referência: Bessa, Fátima – Recensão – A Galáxia Internet de Manuel Castells – 2007/

2008

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Fratturando a Praça

A escultura popularmente conhecida como "Homem Nu", da autoria de Erbo Stenzel, que se encontra na cidade de Curitiba/PR, na praça 19 de Dezembro.
Tem a linguagem referencial diretamente relacionada a figura humana mas tem em sua essência a linguagem figurativa relacionada a Emancipação do Estado do Paraná, que ocorreu na data que nomeia a referida praça.
Para observarmos as referencias simbólicas da escultura precisamos lembrar que as capitanias de Paranaguá e Curitiba foram criadas em 19 de dezembro de 1811, e até então, não existia o Estado do Paraná, e sim comarcas subordinadas ao Estado de São Paulo.
A escultura, agora com o olhar simbolista, representa um homem nu sim, por retratar de um infante que acaba de nascer, contudo o faz na forma de um gigante, o pé direito a frente representa a segurança de ‘caminhar com suas próprias pernas’ e os braços esticados para trás do corpo representa o libertar-se dos grilhões da submissão ao julgo de São Paulo.


Maiores informações sobre esta e outras obras de Erbo Stenzel podem ser encontradas na “Casa de Erbo Stenzel” que se encontra no Parque São Lourenço, no cruzamento da Rua Nilo Brandão com Mateus Leme.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Fratturando o Futebol Europeu


Por acaso Bosman.

Era um jogador meio-campista, meia-boca, meio decepcionado com um contrato que não deu certo chamado Jean Marc Bosman. Tudo começou com a oportunidade de transferência para o clube francês ‘Union Sportive Du Littoral de Dunkerque’ que, apesar de parecer ser uma chance de destaque na carreira do jogador, não teve recursos financeiros para pagar o bendito “passe” do clube de origem, isso era em 1990 e na Bélgica, nem podemos falar sobre a “cartolagem” e rivalidade de clubes que ocorre aqui na terra tupiniquim. Para colocar nosso leitor um pouco mais climatizado com a história toda, é preciso apontar dois fatores pitorescos no futebol interclube europeu da década de 90, além do fato de nem se fazer idéia de que existia futebol por lá até este fato, os clubes eram obrigados pela Federação a ter uma cota de jogadores nacionais e tinham por lá o mesmo entrave de cá, ou seja, o clube era dono do ‘passe’ do jogador e só abria mão do mesmo pela quantia que o tal clube estipulasse, mesmo no caso de jogadores medíocres. Resumindo, Bosman reclamou, chorou e foi a Justiça Esportiva Européia exigir seus direitos e em um ato que marcou o futebol europeu ganhou a causa, batizada inclusive com seu nome: Acórdão Bosman. Na verdade, ganhou e não levou, por ser responsável por uma ação judicial que se arrastou por quase cinco anos e envolveu todos os clubes daquele continente, Jean Marc ficou conhecido como ‘persona non grata’, um encrenqueiro que no decorrer de sua carreira não passou por nenhum clube de destaque.

Mas acontece que o futebol europeu deve muito ao que Bosman realizou fora de campo, afinal com o acórdão que ele conquistou foi derrubada aquela limitação de estrangeiros no futebol europeu e, conseqüentemente, a qualidade das pelejas acompanharam a evolução, chegando até a elevar o futebol europeu a objeto de desejo de jogadores pelo mundo todo. Mais tarde, nosso “Rei do Futebol” idealizou a Lei Pelé de 1998, fazendo um efeito parecido na terra brazilis, e graças ao resultado positivo conquistado na Europa obteve muito menos polêmica e resistência dos clubes brasileiros, que ainda assim arranjam jeito de lucrarem alguma porcentagem nas negociações de seus ex-atletas.

Por acaso, um cara de que nunca ouvimos falar, nem foi um grande artilheiro ou astro de seleção trouxe uma das mais importantes conquistas para o futebol mundial, tratando os jogadores como trabalhadores ou lugar de propriedade, trazendo dignidade e a categoria de profissão ao esporte mais amado do mundo.

Por Fabbio Fratt

Estudante de Rádio e TV

Cronista Experimental

quinta-feira, 30 de junho de 2011

MAIS UMA CARICATURA DE POLÍCIA!!?...

ESSA FOI A GOTA D’ÁGUA

Já basta! Chega! Mesmo quando estamos certos, estamos errados! As praças da Polícia Militar do Paraná querem saber o que a nossa Instituição fará a respeito, porque nós faremos a nossa parte para defesa da classe Policial Militar do Estado do Paraná. Vamos entrar em contato com o nosso Comandante Geral, com o Ministério Público Estadual, com a rede globo de televisão. Isso não pode ficar assim! Queremos no “mínimo” uma retratação pública da emissora nacional – rede globo, que se manifeste rapidamente pedindo desculpas aos valorosos profissionais de segurança pública de todo o Brasil, pois esta novela veicula em todo o País em horário nobre e com altas audiências.
Pois bem, para minha surpresa e profunda indignação e por acaso dou uma olhada para a televisão e vejo uma cena da novela “Insensato coração”, exibida em 29/06/2011, quarta-feira, exatamente às 21:40 horas, para a qual solicitei a minha esposa que me contextualizasse, para então saber se tratar da presença da polícia na residência de um alto executivo de banco que vem causando fraudes e estelionatos de grande monta, o que gera uma discussão com a filha do banqueiro, que se desenrola mais ou menos assim:
A filha do banqueiro, um personagem feminino jovem, aos brados dizendo: “o que é isto, esta bagunça, invasão da minha casa, porque vocês não vão recolher mendigos e pedir propina para motorista bêbado!” e o outro personagem que seria um componente de organização policial, um senhor de terno, que não ficou claro se pertencia a Polícia Civil do Estado de São Paulo ou do Rio de Janeiro, ou ainda a Policial Federal, ali naquela cena, na condição de representante de uma instituição policial responde: “Calma lá, você está confundindo, eu não sou Guarda Municipal e nem PM”. Como se já não fosse suficiente aparecer em novelas e programas de humor, personagens como policiais fardados, representando indivíduos ignóbeis, sem autonomia, que beiram a idiotice instaurada no comportamento humano, seja por ser militar ou de uma organização de segurança ostensiva designada pelo uso do uniforme, como se os uniformes por nos igualar externamente, nos tirassem a personalidade e a capacidade de decisão ou de crítica.
Eu deveria ter registrado Guarda Municipal e PM em letras minúsculas, pois infelizmente é assim, com desdém e para menoscabar que a emissora global se refere as organizações municipais de segurança e as nossas queridas policias militares do Brasil. É absolutamente repreensível que uma emissora de televisão que sabe de sua obrigação ética e abrangência se referir a organizações defensoras da sociedade desta maneira. É esta a emissora televisiva que se auto intitula como organização com obrigação social, quando na verdade está com o intuito de empurrar a opinião pública contra as organizações policiais que mais atuam nas sociedades, num flagrante de incitação a rebelião civil e contra a manutenção da ordem e da tranquilidade pública, pois estas são as conseqüências do desrespeito que a emissora prega pelas instituições policiais ostensivas fardadas, que diuturnamente e continuadamente defendem a sociedade contra toda sorte de acontecimentos e violência.
Nisto tudo reside o prejuízo maior, que se refere ao preconceito contra todos os componentes destas organizações policiais, que são rotulados de corruptos, ladrões, ignorantes e truculentos, como que indivíduos incapazes inclusive de fazer parte da sociedade. Que a população não se engane, pois são os componentes das policias, os homens que fazem parte da última fronteira de defesa da sociedade, pois quando os outros serviços do Estado não funcionam ou não dão conta da demanda social, é neste momento que entram as organizações policiais, principalmente as militares.
Nós homens e mulheres, profissionais da segurança pública, principalmente as praças que estão mais expostas à sociedade por atuar mais próximo dela, queremos, ou melhor exigimos respeito!

Valdemiro Dusi Junior – Segundo Sargento da Polícia Militar do Paraná
Diretor da APRA PR – Assoc. de Praças do Paraná
Gestor Público – graduado pela Universidade Federal do Paraná – Inst. Federal do Paraná.
Graduando em Filosofia pela Faculdade Padre João Bagozzi – Ctba - PR

segunda-feira, 2 de maio de 2011

FRATTURANDO A UTILIDADE PARTICULAR

Estou replicando a mensagem original do amigo Douglas Sartori... copiei descaradamente sem editar nenhuma das informações, mas vamos colaborar e repassar para quem possa interessar.


O Espaço Cultural Pé no Palco convida a todos para um Worshop com Fátima Oritz!


Para quem deseja perceber-se ou rever-se no teatro!


Os exercícios e as vivencias trabalhadas no Workshop objetivam um mergulho nos aspectos essências do fazer teatral: Integração criativa. Corpo e voz. Jogos dramáticos. Improvisação. Texto e criação de cenas e situações dramáticas. As vivencias permitem o aprofundamento dos conceitos: De Inteireza. Densidade.Do jogo teatral. Da expressão individual e de grupo. Do corpo e sustentação psicofísica. Dos experimentos com a criação da personagem e da cena teatral. Os recursos teatrais quando aplicados nas vivencias criativas, devem ser inseridos na vida dos participantes, valorizando sempre os processos de auto percepção e o desenvolvimento das capacidades individuais. Visto desta forma tais recursos colaboram para a formação do comportamento criativo, lançando desafios e gerando estímulos de todas as ordens: Desenvolvimento do poder de observação, reflexão, autoconfiança, desembaraço, serenidade, autonomia, capacidade de entender o pensamento e os sentimentos alheios, e, sobretudo o avigoramento da individualidade, valorizando as aptidões e a vocação para o teatro enaltecendo o que cada um tem de melhor.


Dias: 13, 14 e 15 de Maio (sexta e Sábado das 19h as 22h e Domingo das 16h as 19h)


Valor: R$120,00 (Desconto para alunos e ex-alunos do Pé no Palco!!)


Ligue já e garanta a sua vaga!


Horário da Secretaria: Segunda a Sexta, das 14h as 18h Fone: (41) 3029-6860


Observações importantes aos inscritos:


- O curso é essencialmente prático.


- Os alunos trazer roupas leves e sapatilhas (ou descalço) para fazer as aulas.


- As aulas iniciam pontualmente.


- Será fornecido o certificado de participação.


- Alunos e ex-alunos têm desconto de 15% do valor do curso.


- A participação neste workshop garante o ingresso do aluno nas turmas regulares em


andamento.


--
Atenciosamente,


Equipe Pé no Palco
Pé no Palco Atividades Artísticas
Fone: 3029-6860/ Fax: 3029-6864
www.penopalco.com.br